A D. Lurdes e o Rancho de Folgosa

Maria Teixeira
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2025-04-04
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Na Casa de Repouso Quinta do Vau, todas as manhãs tinham a sua rotina. Entre conversas e atividades diárias, os dias eram passados tranquilamente. Mas, naquele dia algo de diferente aconteceu, algo que fez o coração da D. Lurdes bater mais forte.

Como muitos, sempre entusiasmada para mexer no dispositivo da Sioslife para explorar os diversos conteúdos, a D. Lurdes deparou-se com algo que a deixou com os olhos com um brilho nunca antes visto.

No ecrã, um vídeo do Rancho de Folgosa, que entoava naquela sala, começa a tocar. O som da concertina enchia a sala e cada acorde trazia consigo memórias de toda uma vida. Por um momento, a D. Lurdes não estava ali, estava num palco entre saias rodadas e lenços vibrantes, a fazer aquilo que sempre gostou, dançar no seu rancho.

“Minha Nossa Senhora, eu estou ali, é o meu rancho!”, exclamou às cuidadoras ali presentes, quase sem acreditar. Levantou-se de imediato, foi buscar o lenço que tinha guardado no seu quarto e começou a balançar o corpo ao ritmo da música.
“D. Lurdes, dançava neste rancho?”, perguntou quem ali estava presente.
Ao que a D. Lurdes diz: “Dançava? Oh menina, eu vivia para isto! Cada ensaio, cada atuação… Aquilo não era só dança, era alma!”.

Enquanto falava, os olhos da D. Lurdes enchiam-se de um brilho nunca antes visto, como se cada palavra dita por ela, trouxesse um pedacinho daquela memória de volta. A música continuava e mesmo o corpo não estando tão ágil como antes, a D. Lurdes dançava como se o tempo nunca tivesse passado.

Naquele instante, não foi só uma memória, era uma tradição a ganhar vida outra vez. E tudo, graças a um simples momento que, sem querer, a Sioslife proporcionou a esta senhora.